A apresentação dos dons é a parte introdutória da Liturgia Eucarística. É composta de diversos elementos: recolha das ofertas dos fiéis; procissão dos dons; lavabo; oração sobre as oblatas - entretanto, pode cantar-se um cântico apropriado ao momento. ou de acordo com o dia ou o tempo; ou então tocar-se uma peça instrumental de carácter sacro; ou simplesmente ficar em silêncio.

Esta estrutura conheceu evoluções muito notórias, ao longo da história. No século II, o testemunho de Justino (na sua Apologia, por volta de 150)  descreve este momento de um modo muito simples: «apresenta-se, àquele que preside sobre os irmãos, pão e uma taça de água e vinho misturado: depois de o receber, eleva ao Pai de toda  as coisas louvor e glória.» Nos séculos seguintes, foram-se desenvolvendo alguns aspectos, sobretudo a procissão dos dons por parte dos fiéis, a colecta em favor da igreja e dos pobres, cantos de ofertório e várias orações pessoais ou «apologias» com as quais o sacerdote professa a sua indignidade diante do santo Mistério a que vai presidir.

O Missal de Paulo VI não chama «ofertório»  a este espaço, mas, com mais propriedade, «preparação das oferendas» ou «preparação dos dons», recordando que a verdadeira oferenda, e, portanto, o «ofertório» da Missa, não é o do pão e do vinho, mas o do Corpo e do Sangue de Cristo, e isso acontece dentro da Prece Eucarística: « Celebrando, agora, Senhor, o memorial [...] nós Vos oferecemos o pão da vida e o cálice da salvação.»

As ofertas da assembleia são materializadas no pão e no vinho trazidos ao altar e significam a própria vida de cada um dos membros da assembleia; são símbolo dos fiéis e da sua existência, que  se une à oferenda de Cristo. O gesto da apresentação, feito pelo  Presidente da Celebração, consiste em suster os dons nas mãos, um pouco acima do Altar, enquanto diz em voz baixa, ou alta, uma oração de bênção / acção de graças (Bendito sejais, Senhor...]

Depois o Presidente inclina-se diante do altar [diante de Deus - o Altar é o elo de ligação] e faz uma oração penitencial preparatória, que culmina com o gesto de lavar as mãos [lavabo], enquanto recita um versículo do Salmo 50 : «lavai-me, Senhor, da minha iniquidade e purificai-me do meu pecado».

Por fim, o Presidente convida toda a Assembleia celebrante a rezar e recolhe numa oração a de todos.

 

Pe.Ângelo

in Farol 708

publicado por catequesebarra às 10:30