Nas celebrações litúrgicas, de modo semelhante com o que sucede na vida social, os gestos corporais exteriorizam e exprimem os sentimentos interiores.

A liturgia não  consiste apenas em sentimentos, palavras e cânticos. Com gestos, muitas vezes cheios de simbolismo,manifesta-se a atitude interior de adoração, de louvor e súplica, de oferecimento e acolhimento, de dor e alegria.

A rezão de ser primordial está na própria antropologia, porque a pessoa humana só se exprime plenamente quando une o gesto à palavra, ou a palavra ao gesto.

Por isso, todas as religiões têm uma gramática gestual para o seu culto. Também na Liturgia cristã, herdeira dos gestos mais universais da humanidade, assumidos já no AT e, depois no NT, por Cristo, com uma margem de flexibilidade para as diversas culturas,celebramos o dom de Deus e o culto com gestos variados:imposição de mãos e outros movimentos e gestos que a acompanham, posturas corporais, banho na água e unção com óleo, comida e bebida, beijos, incenso, etc..

Os gestos comuns manifestam a unidade da assembleia, Corpo Místico de Cristo, que celebra a Sua existência como tal. Uma assembleia que não tivesse a preocupação da unidade nos gestos e posições corporais, não seria uma assembleia litúrgica, mas um aglomerado de pessoas centradas em si mesmas e nos seus interesses pessoais, por mais espirituais que eles fossem.

 

«Os fiéis estão de pé: desde o início do cântico de entrada, ou enquanto o sacerdote se encaminha para o altar, até à oração colecta, inclusive; durante o cântico do Aleluia que precede o Evangelho; durante a proclamação do Evangelho; durante a profissão de fé e a oração universal; e desde o invitatório “Orai, irmãos”, antes da oração sobre as oblatas, até ao fim da Missa, excepto nos momentos adiante indicados.

Estão sentados: durante as leituras que precedem o Evangelho e durante o salmo responsorial; durante a homilia e durante a preparação dos dons ao ofertório; e, se for oportuno, durante o silêncio sagrado depois da Comunhão.
Estão de joelhos durante a consagração, excepto se razões de saúde, a estreiteza do lugar, o grande número dos presentes ou outros motivos razoáveis a isso obstarem. Aqueles, porém, que não estão de joelhos durante a consagração, fazem uma inclinação profunda enquanto o sacerdote genuflecte após a consagração.

Para se conseguir a uniformidade nos gestos e atitudes do corpo na celebração, os fiéis devem obedecer às indicações que, no decurso da mesma, lhes forem dadas pelo diácono, por um ministro leigo ou pelo sacerdote, de acordo com o que está estabelecido nos livros litúrgicos.»  (IGMR,43)

 

 

publicado por catequesebarra às 11:06