Um camponês, cada ano ao colher a sua colheita, ía fazer
queixas a Deus; nunca parecia estar de acordo com a actuação de
Deus e com o fruto colhido: que se não fizeste luzir o sol, que se as
chuvas foram muitas (ou poucas), que se o vento fazia perder o fruto,etc.

Queixava-se continuamente!
Assim, chegou um ano, em que Deus, cansado das queixas
e caprichos daquele homem, fez um “pacto” com ele e deixou-o “jogar
a ser Deus” concedendo-lhe o poder de controlar os elementos
naturais e os fenómenos atmosféricos.
O homem, feliz, pensando em dar a Deus uma liçãoexemplar,

começou a mimar os seus campos:

agora uma chuva suave,
logo um sol esplêndido, etc.

 

Recriava-se grandemente vendo crescer
a sua colheita, e dizia para si:

“Terei a melhor cultura de toda a minha vida, todos me vão invejar!”


Mas, qual foi a sua surpresa quando ao chegar a hora da
colheita, oh, que horror!, estava tudo cheio de pulgões e outros insectos

que tinham arrasado praticamente com todos os frutos.

Visivelmente decepcionado e ferido no seu orgulho,

foi ter com Deus e perguntou-lhe:
— O que é que se passou?

O que é que falhou?

Mimei os meus campos com todo o cuidado do mundo e é isto que encontro!

Deus, com grande carinho e misericordia, respondeu-lhe:
— Por quereres mimar tanto os teus campos,

esqueceste-te de enviar fortes ventos que sacudissem as ervas

e espantassem os insectos.

Neste momento, o homem deu conta do seu erro,

entendeu que não era assim tão fácil satisfazer plenamente as suas pretensões

e reconheceu que Deus sabe fazer as coisas melhor que ninguém

e que, inclusivamente, conduz a nossa vida melhor que nós mesmos.

 

Moral da História:

Deixemos Deus ser Deus, e com confiança e humildade
colaboremos para poder dar muito fruto.

Não nos esqueçamos que “é Deus quem dá o crescimento”,

nós podemos semear, plantar, regar,…

mas “se o Senhor não constrói a casa,

em vão se cansam os pedreiros”.

publicado por catequesebarra às 23:39