Todos fizemos a experiência de nos colocarmos sobre algo para ver mais longe ou ver melhor. E, porque deu resultado, repetimos o facto muitas vezes. É a experiência de Zaqueu, chefe de publicanos, que, sendo “pequeno” – “os homens não se medem aos palmos” – subiu a uma árvore “para ver Jesus”(Lc 19, 4). 

O caricato da situação é que Ele acaba sendo visto por Jesus

 – “quando Jesus chegou ao local, olhou para cima…”(Lc 19, 5). Zaqueu procura com a sua curiosidade humana. Jesus encontra-o com esse olhar misericordioso, que manifesta o Amor de Deus afeiçoado a todas as coisas que criou (Cf Sab 11, 24).

Jesus tem um dever em relação a Zaqueu: “devo ficar em tua casa”(Lc 19, 5). Não admira já que Ele “veio para procurar e salvar o que estava perdido”(Lc 19, 13). É a necessária manifestação de um Deus que não quer a morte do pecador, mas antes que se converta e viva. Por isso, está totalmente empenhado em corrigir os que erram e admoesta-los, para que se afastem do mal e creiam n’Ele (Cf Sab 12, 2).

Este Amor desconcertante de Deus deixa perplexos aqueles que julgam a salvação como algo manipulável  e sujeito a critérios humanos de avaliação; mas torna-se a força transformante da vida daqueles que se deixam olhar e tocar pela proximidade do Deus Salvador.

O “HOJE” da Salvação cumpre-se na vida de Zaqueu. A graça de Deus chama-nos a deixarmos que se cumpra também em nós. Beneficiados por essa gratificante experiência, manifestemos aos “pequenos” zaqueus de hoje, que o Olhar amoroso de Deus os busca, incansavelmente, entre a ramagem das árvores deste mundo.

                                                                                                                                                                                                    

                            Pe. Ângelo

in Farol Ano. 18 º 694 - XXXI Domingo do Tempo Comum (ano C)

 

 

 

publicado por catequesebarra às 16:53