Surpreendeu tudo e todos a presença, no dia 10 de Junho, no Santuário de Fátima, de 200 mil peregrinos, dos quais 50 mil eram meninos e meninas originários de todo o país. A chuva que caiu e as temperaturas baixas não afastaram os mais pequenos da sua peregrinação anual.

Vieram do Minho, de Trás-os-Montes, das beiras, Alta e Baixa, do Litoral, também do Ribatejo, Alentejo e Algarve. Milhares de crianças levantaram-se às 5 ou 6 da manhã para poderem estar em Fátima às 10 horas para “celebrar os 100 anos da Jacinta, ver a Nossa Senhora e rezar”.

A resposta pronta na língua dos mais pequenos, com idades compreendidas entre os 8 e os 15 anos, foi sempre a mesma, independentemente da região do país de onde saíram. Gabriel, de três anos, optou pelo silêncio e entre a chupeta que trazia ao peito e a bolacha na mão, apenas olhou e preferiu continuar entretido com o grupo de Vales do Rio, Covilhã. Vieram 85 em dois autocarros e, para além do pequeno Gabriel, trouxeram também a Laurinha, quatro anos.

Posicionados na escadaria frontal ao altar do recinto e vestidos a rigor com t-shirts e bonés coloridos consoante a diocese, as crianças ouviram atentas o bispo do Porto falar “em duas palavras muito importantes” que não podem esquecer: “escutar e oferecer”. Adaptando às crianças a linguagem litúrgica, D. Manuel Clemente salientou a importância “de aprender a escutar o céu” que “fala pelo sol, pela chuva, vento e até pelo canto dos pássaros”. “Podemos ouvir o céu falar de muitas maneiras, e ouvir o céu é ouvir Deus”, disse o bispo portuense, explicando que “Deus é o melhor do céu porque é dele que partem todas as coisas bonitas”.

Na homilia, que demorou pouco mais de 10 minutos, D. Manuel Clemente lembrou às crianças que a vida “é uma oferta do céu”. “Recebam a vida e escutem o céu”, foi o apelo que deixou, garantindo que “se todos escutarem Deus serão mais felizes”.

Depois do bispo do Porto e já no final da missa, foi a vez de outro bispo, desta vez da diocese de Leiria-Fátima, dirigir-se aos “amiguinhos e amiguinhas”. D. António Marto agradeceu emocionado a presença da pequenada, que “formou uma multidão imensa” e por isso deu os parabéns a todos.

“Queria saudar e abraçar cada um de vós em particular, mas os meus braços são tão limitados”, começou por dizer. Depois, pediu aos mais pequenos para que levassem “na memória e no coração” a mensagem deixada pelo bispo do Porto. “Ofereçam o coração a Deus como fez a Jacinta”, pediu D. António Marto, que se despediu das crianças com um “xau”.

 

Fonte: ABC da Catequese

publicado por catequesebarra às 19:12